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A luz com que vês os outros, é a luz com que os outros te vêem a ti

“A luz com que vês os outros, é a luz com que os outros te vêem a ti” (Provérbio africano)

Essa frase quer dizer basicamente que aquilo que você consegue enxergar facilmente e com clareza no outro existe em você. Sendo assim, vamos então falar sobre a Lei do Espelho, um ótimo mecanismo de autoconhecimento que vem da nossa conexão com o outro. Ela conta com quatro preceitos libertadores, quando entendemos e aceitamos essas ideias nos libertamos de muitas amarras.

O primeiro conceito diz que tudo o que você ama no outro está também dentro de você, ou seja, as qualidades que admira no outro estão em você em alguma proporção. Sendo assim, se você olha pro seu próximo e vê bondade nele, há bondade em você.

Segundo, tudo o que o outro critica, julga ou quer mudar em você sem que te afete pertence a ele, não a você. Ou seja, você simplesmente não liga para aquilo que estão dizendo sobre você porque tem convicção que aquilo não é verdade.

Entretanto, se a crítica ou julgamento te afeta, isso significa que é algo que deve ser trabalhado no outro e está reprimido em você. Algo que você ainda não acolheu em si.

E por fim, a que provavelmente é a mais desafiadora de se admitir. Tudo o que te incomoda, irrita ou que deseja mudar no outro está dentro de você. O que nos incomoda nos outros é o que negamos em nós mesmos. Porque a irritação é consigo e não com o próximo. Ou seja, tudo começa e tudo termina em nós mesmos. É como se a nossa realidade fosse um espelho que nos devolvesse a imagem que estamos gerando.

Olhar para o outro e perceber a si mesmo é um exercício decisivo para desenvolver o não julgamento e curar a si mesmo, porque como dizia Gandhi: “Você não pode mudar as pessoas, você precisa ser a mudança que deseja ver nos outros”. Então, não devemos esperar que o outro mude, nós que devemos realizar nossa reforma íntima. Temos de ser a mudança que queremos ver no mundo.

Dessa forma, saberemos que nos libertamos quando o que tanto nos incomodava no outro deixar de nos incomodar e a experiência que nos gerava sofrimento deixar de se repetir.

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